01/03/2016 08h56 - Atualizado em 01/03/2016 09h07

5 dicas para celebrar o ano dos 461 anos do Rio de Janeiro

A Cidade Maravilhosa está cada vez mais descolada e há opções que vão de pizza com toques orientais a passeios de barco nas águas em que acontecerão as regatas olímpicas

5 dicas para celebrar o ano dos 461 anos do Rio de Janeiro
RIO DE JANEIRO (FOTO: GETTY IMAGES)
Créditos: Matéria GQ

Nesta terça-feira, 1º de março, os cariocas comemoram a fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro – uma data que celebra, de fato, a chegada do militar português Estácio de Sá, enviado para espantar de vez os franceses que há anos rondavam por aqui. 461 anos depois, o Rio é a prova de que, na verdade, é mais legal não expulsar ninguém.  Às vésperas de sediar um dos maiores eventos do planeta, a cidade está fervendo ao receber novidades e gentes do mundo inteiro. Veja 5 dicas para comemorar toda essa diversidade:

Pizzaria Ferro e Farinha, no Catete
O melhor – ou pelo menos, o mais saboroso – símbolo dessa onda cosmopolita que tomou o Rio cabe em menos de 40 metros quadrados escondidos em uma ruazinha no Catete. Ou, na verdade, não cabe mais, já que as filas do lado de fora da pizzaria Ferro e Farinha testam a paciência, mas também são testemunha do sucesso das receitas do japonês-nova-iorquino-novo-carioca Sei Shiroma. O cardápio inclui ingredientes improváveis, como paleta de porco, molho de kimchi (conserva coreana) e manteiga de shisssô (erva aromática japonesa). E para aquelas noites em que o calor não dá tréguas (ou seja, muitas), vale a pena conferir a carta de drinks da casa.

Rua Andrade Pertence, 42D, Catete. Sem telefone. De quarta a sábado, das 19h às 23h30, domingo, das 18h30 às 23h. 

Ferro e Farinha (Foto: Divulgação)
Ferro e Farinha (Foto: reprodução/ Facebook)


Ciclovia da Avenida Niemeyer

Ainda não dá para percorrer a orla carioca toda de bicicleta, mas eestamos quase lá: com os 3,9 quilômetros de ciclovia recém-inaugurados entre Leblon e São Conrado, o agito das praias da Zona Sul ficou mais próximo da tranquilidade das areias da Barra da Tijuca. Construída sobre pontes suspensas à beira mar, a nova ciclovia já virou cartão postal e oferece ângulos inéditos para apreciar a topografia da cidade, com destaque para a Pedra da Gávea ao final do trajeto, em São Conrado. Dica: ao chegar em São Conrado, fique atento à numeração da avenida Prefeito Mendes de Moraes, paralela à ciclovia. Na altura do 1.200, aos fins de semana, se instala aí um dos melhores tabuleiros de acarajé da cidade.

Ciclovia da Avenida Niemeyer (Foto: Bruno Aragaki)



 

Ciclovia Niemeyer (Foto: Getty Images)


Chapéu Panamá
O ícone escolhido pela Salgueiro para o samba enredo deste ano (A Ópera dos Malandros) não sai da cabeça dos cariocas: o chapéu Panamá, ou agora também conhecido como chapéu de sambista ou chapéu de malandro. Depois de alguns anos flertando com os armários dos mais descolados, o acessório se democratizou e ganhou relevância na vida pós-carnaval. É possível encontrar desde versões mais finas às réplicas vendidas aos montes pelos vendedores ambulantes. Além de estilosa, a peça é útil para enfrentar os mais de 210 dias de sol que a cidade tem por ano, em média.

Desfile da Salgueiro no Carnaval 2016 (Foto: Fernando Maia/ Riotur)
Bruno Galiasso: um dos adeptos de antes do Carnaval (Foto: reprodução/Instagram)
Bar ao ar livre

Há quem diga que, depois da praia, a instituição mais genuinamente carioca é beber ao ar livre – e de preferência, em pé. Além dos points tradicionais, como a mureta da Urca e as ruas de Santa Teresa e Lapa, a prática tem se espalhado pela cidade, com novos locais “bombando”, especialmente na Zona Sul. Às terças-feiras, a concentração é em frente ao Canastra Bar, em Ipanema. Na quinta, um público um pouco mais jovem se reúne na Praça Santos Dumont, no Baixo Gávea. Sexta-feira é dia de os hipsters cariocas cruzarem a Rua Sorocaba, em Botafogo, entre o Comuna e o Alpha Bar; e no sábado, para encontrar gente descolada, a dica é a Praça São Salvador, em Laranjeiras.

Canastra Bar, no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)
Bar Urca (Foto: Alexandre Macieira/ Riotur)


Passeios na Baía de Guanabara

Se do alto dos morros ou na beira da praia, o Rio de Janeiro encanta há séculos, no mar a badalação é mais recente. Cenário das competições de vela jogos olímpicos, a Baía de Guanabara é a mais nova fronteira turística da Cidade Maravilhosa e oferece opções de lazer agradáveis, inclusive para quem está com crianças. Partindo da Marina da Glória – cujo fim da reforma está previsto para os jogos -, empresas como a Saveiros Tourfazem excursões de cerca de duas horas pelas águas, com vistas interessantes para pontos emblemáticos como o Pão de Açúcar e a Enseada de Botafogo. Outra opção parte do Museu Naval, da Marinha, que organiza um passeio marítimo um pouco mais curto (cerca de uma hora), mas também bastante interessante.

Ilha Fiscal, no Rio de Janeiro (Foto: Alexandre Macieira/ Riotur)
Baía de Guanabara (Foto: Getty Images)

 

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