14/04/2016 13h54 - Atualizado em 14/04/2016 14h00

Época de caqui rende receitas incríveis com a fruta

Vinda do Extremo Oriente, a fruta se adaptou perfeitamente ao clima brasileiro. Aproveite para saborear os exemplares mais doces em abril e maio

Época de caqui rende receitas incríveis com a fruta
Caqui agora (Foto: Iara Venanzi/Editora Globo)
Créditos: revistacasaejardim.globo.com

Composto basicamente de água, fibras e açúcar, o caqui é daquelas frutas boas para se lambuzar. Natural da Ásia, mais especificamente de países como China e Japão, ele chegou ao Brasil com a imigração japonesa, na virada do século 20, segundo pesquisa realizada por Mauricio Dominguez Nasser e Flavia Aparecida de Carvalho Mariano, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

A afinidade entre a fruta e o clima tropical foi tamanha que, de lá para cá, a produção de diferentes tipos de caqui só cresceu. Por ser uma fruta rústica, menos vulnerável a pragas e doenças, ela pode ser encontrada em todo o país, principalmente nas Regiões Sul e Sudeste.

Graviola, coco verde e néctar de caqui (Foto: Elisa Correa/Editora Globo)

 

No Brasil, as variedades mais cultivadas são rama forte, chocolate e fuyu. A diferença entre elas está na consistência e na coloração: o rama forte é mais mole e avermelhado, o chocolate tem veios marrons na polpa e o fuyu possui consistência firme e cor amarelada.

Em termos de vitaminas, o caqui não é nenhuma referência. “O mais importante é a sua quantidade de fibras, principalmente quando consumido com a casca”, afirma Avany Bon, nutricionista e coordenadora do curso de Nutrição da Universidade Anhembi Morumbi. Com cerca de 70 calorias a cada 100 gramas, ele apresenta uma alta quantidade de açúcar, portanto, pessoas com problemas de glicemia devem consumi-lo com moderação.

Por não ser uma fruta de vida longa, é importante ter alguns cuidados na hora da compra e armazenamento. Exemplares muito molengos, rachados ou perfurados devem ser evitados. Para higienizar a casca fina, um pouco de solução clorada é o ideal.

Segundo o engenheiro agrônomo Mauricio Nasser, os caquis mais robustos e doces começam a aparecer nas bancas das feiras entre os meses de abril e maio, período em que ocorre o pico da safra.

No restaurante Clos de Tapas, é tempo de caqui no menu da chef Ligia Karazawa, que é descendente de japoneses. A avó de Ligia cultivava dois caquizeiros e embalava as frutas ainda verdes em jornal, com algumas gotinhas de álcool, para eliminar a adstringência da fruta. Maduros, ficavam crocantes como maçãs, lembra a chef. “Acho que é por isso que gosto tanto dessa fruta. No fim, todo japonês ama caqui!”, diz ela.

Como é bastante doce, o caqui contrasta bem com um ingrediente mais ácido. A sobremesa proposta pela chef – compota de caqui com espuma de iogurte – usa duas variedades da fruta e leva gotas de limão-siciliano e biscoito amanteigado. “É um ingrediente versátil, que pode ficar bem nos mais diversos pratos”, afirma Ligia.

 

 

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