12/04/2016 14h19 - Atualizado em 12/04/2016 14h20

Esqueça as metrópoles: 4 pequenas cidades europeias que valem a visita

As melhores baladas e exposições não acontecem só nas metrópoles. Cidades europeias menores estão virando badalados centros culturais

Esqueça as metrópoles: 4 pequenas cidades europeias que valem a visita
Imagem Reprodução/Divulgação
Créditos: Matéria GQ

A menos turística das metrópoles nos Bálcãs é também a mais sedutora. Capital da Lituânia, que acaba de adotar o euro, Vilnius tem um centro histórico verde, gracioso e com prédios do século 13 que preservam o melhor do barroco europeu. A memória soviética está presente em lojas de quinquilharias, no Museu das Vítimas do Genocídio, num ex-QG da KGB e na Igreja Ortodoxa Russa de St. Casimir, que já sediou o Museu do Ateísmo. Em meio a isso tudo, a Vilnius moderna desfila músicos de rua, skatistas, grafite e arte de qualidade. É o que se vê nas galerias e lojas-conceito da Uzupis, uma autodeclarada “república” de artistas que tem presidente e parlamento próprios – e onde funciona o aprazível bar Uzupio Kavine, à beira-rio. Para dormir, o moderninho Moon Garden Art Hotel (moongardenhotel.com) é cheio de personalidade.

Belgrado, Sérvia

Galeria Student Culture Centre foi onde Marina Abramovic despontou (Foto: Divulgação)

O projeto do arquiteto brasileiro Isay Weinfeld para o hotel Square Nine, inaugurado há cinco anos na capital sérvia, é um exemplo da renovação recente de Belgrado. Portal dos Bálcãs, a capital da extinta Iugoslávia tinha basicamente prédios feios bombardeados. É verdade que a salada urbana que mistura edifícios art nouveau com a sisudez das construções soviéticas ainda carece de beleza. Mas ganhou fama sua pulsante cena cultural e artística. A galeria Student Culture Centre, por exemplo, foi palco das primeiras performances da artista local Marina Abramovic. Não faltam cafés charmosos, restaurantes e  bares reputados como o Rakia, que só serve a rakia, saboroso destilado local.

Cracóvia, Polônia

Cracóvia, na Polônia (Foto: Getty Images)

 

Estrangeiros que desembarcam no Aeroporto João Paulo II, na segunda maior cidade da Polônia, costumam ter destino certo: visitar o campo de concentração de Auschwitz, a 1h30 da Cracóvia. Depois, seguem para a turística mina subterrânea de sal deWieliczka. Uma nova onda de viajantes, porém, tem descoberto os segredos do centro histórico que é patrimônio mundial, como o Castelo Real de Wawel, no alto da Wawel Hill, e a bela Praça do Mercado, a Rynek Glowny. O Hotel Copernicus – que um dia hospedou o notório astrônomo – esconde, por trás da fachada gótica, piscinas modernas. Nas ruas lá fora, adegas no subsolo reúnem a moçada que curte vodca com diferentes sabores. No antigo bairro judeu de Kazimierz, onde foi gravado o filme A Lista de Schindler, bares hipsters e restaurantes servindo o típico pierogi (uma espécie de ravióli) são um bom descanso para a maratona cultural.

Tallinn, Estônia

Tallinn, na Estônia (Foto: Getty Images)

 

As muralhas medievais ainda preservadas em torno de um centro histórico arrebatam quem pisa na capital da Estônia. Mais encantado se fica ao observar tudo do alto da Toompea Hill, onde fica o parlamento, ou caminhar entre ruas, 40 museus e praças que misturam prédios seculares
(a farmácia mais antiga em funcionamento na Europa, a Raeapteek, é de 1422), resquícios da era soviética e construções modernas como a do hotel Schloessle, o mais luxuoso. Já a faceta contemporânea desse hub digital onde nasceu o Skype pode ser conhecida à noite, no restaurante de cozinha nórdica Neh e no bairro de Kalamaja, onde funciona a badalada cervejaria artesanal Pudel Baar.

 

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