04/05/2016 16h09 - Atualizado em 04/05/2016 16h09

Mesmo com decisão judicial, bebê espera cirurgia cardíaca há 3 meses

Criança tem síndrome de Down e está internada desde que nasceu no DF. Secretaria diz que ela tem prioridade; há mais cinco na mesma condição

Mesmo com decisão judicial, bebê espera cirurgia cardíaca há 3 meses
A bebê Elisa Teixeira, que aguarda por cirurgia no coração (Foto: Érica Teixeira/Arquivo Pessoal)
Créditos: Matéria G1

Nascida com síndrome de Down, a bebê Elisa Sofia da Silva Teixeira, de 3 meses, aguarda desde que nasceu por uma cirurgia para tratar uma anomalia no coração em Brasília. Mesmo com mandado da Justiça obrigando a realização do procedimento, a criança nunca conseguiu respirar sem ajuda de aparelhos e espera por um leito de UTI desde então no Hospital Regional de Ceilândia. A Secretaria de Saúde informou que não há vagas disponíveis.

Segundo a irmã de Elisa, a securitária Érica Teixera, a criança já sofreu duas pneumonias durante a espera pela cirurgia. “A Justiça diz que ela tem que ser internada urgentemente, mas a secretaria diz que não tem vaga. O problema é que ela corre risco de vida enquanto não fizer a cirurgia.”

Ainda de acordo com Érica, a mulher do pai dela – mãe da menina – também está no hospital desde que o bebê nasceu. “Na minha opinião, uma das opções seria autorizar a internação da Elisa em um hospital particular e depois pagar”, afirmou a mulher, de 28 anos.

Questionada, a Secretaria de Saúde respondeu que Elisa está em tratamento com uso de antibióticos e aguarda vaga para leito de UTI no Instituto de Cardiologia do DF. Segundo a pasta, o caso dela é de “prioridade um”, por haver determinação da Justiça. Até a última quarta-feira (27), no entanto, havia cinco outras crianças na mesma situação, disse a secretaria.

Ao todo, a rede pública tem oito leitos de UTI contratados com o Instituto de Cardiologia do DF – seis são para cirurgias de pacientes mais graves, e dois, para cirurgias.

A secretaria afirmou procurar ativamente por leitos de UTI em unidades próprias, conveniadas e contratadas, além de buscar espaços em hospitais privados não contratados. O instituto declarou que é a secretaria quem encaminha os pacientes que precisam ser operados.

 

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