21/04/2016 17h51 - Atualizado em 21/04/2016 17h51

Prisão de suspeitos de fraude em Miguelópolis, SP, é prorrogada

Os 14 investigados presos temporariamente devem ficar na cadeia até quarta. Operação Cartas Brancas identificou irregularidades em licitações

Prisão de suspeitos de fraude em Miguelópolis, SP, é prorrogada
Operação Cartas em Branco investiga fraude em licitações em Miguelópolis (Foto: Reprodução/EPTV)

Foram prorrogadas até a próxima quarta-feira (27) as prisões temporárias dos 14 suspeitos de envolvimento no esquema de fraudes em licitações na Prefeitura de Miguelópolis (SP). Entre os presos, apenas o prefeito Juliano Mendonça Jorge (PRB) prestou depoimento à Procuradoria Geral de Justiça.

Inicialmente, o prazo das prisões terminaria no sábado (23), mas como os advogados dos suspeitos solicitaram acesso ao processo movido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os outros 13 envolvidos ainda não foram ouvidos. O Ministério Público (MP) espera que o restante feche acordos de delação premiada.

"Nos preparamos para fazer os interrogatórios, mas os advogados nos procuraram para que tivessem acesso aos autos, para que seja feita uma colaboração efetiva, querem ter acesso aos autos", afirmou o promotor Rafael Piola. Segundo ele, os processos dos investigados foram entregues na quarta-feira (20) para a defesa dos acusados.

Ainda de acordo com o Ministério Público, mais de 30 pessoas são investigadas pela Operação Cartas Brancas, que identificou o esquema de fraudes em licitações da Prefeitura de Miguelópolis. Foram solicitadas as prisões de 28, mas apenas 14 foram acatadas pela Justiça.

"Esses 14 que não tiveram o pedido de prisão deferidos devem estar envolvidos em pelo menos dois crimes envolvendo as fraudes, mas o juiz entendeu que no momento não era necessária a prisão deles", afirmou o promotor Paulo Radunz. Segundo ele, as prisões devem ser acatadas após a obtenção de novas provas do esquema.

O caso
Mais de R$ 6 milhões podem ter sido desviados pelo esquema de fraude em licitações da Prefeitura de Miguelópolis, segundo o Ministério Público (MP). As irregularidades foram encontradas em pelo menos 40 contratos assinados entre 2013 e 2015.

O esquema atuou em licitações para prestação de diversos tipos de serviço, segundo as investigações. Foram identificadas fraudes em contratos de transporte escolar, para compra de material de escritório, consultorias, entre outros serviços.

O prefeito Juliano Mendonça Jorge foi preso em casa e os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão dentro da Prefeitura, na manhã de terça-feira (19). Outras 12 pessoas, incluindo funcionários, ex-funcionários e uma empresária foram presos no mesmo dia e o chefe da comissão de licitações se entregou no dia seguinte.

Segundo o MP, as investigações se concentram exclusivamente na Prefeitura de Miguelópolis, mas a operação também fez buscas e apreensões em Bebedouro (SP), Guaíra (SP) e São José do Rio Preto (SP). Em Ribeirão Preto (SP), policiais cumpriram um mandado de apreensão na casa da mãe do prefeito e encontraram documentos dentro da residência.

Por ter foro privilegiado, as investigações contra Jorge foram conduzidas pela Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo. O prefeito foi conduzido à capital paulista para prestar depoimento aos procuradores.

Prefeito de Miguelópolis foi levadao para a DIG em Franca, SP (Foto: Luciano Tolentino/EPTV)Prefeito de Miguelópolis foi levadao para a DIG em Franca, SP (Foto: Luciano Tolentino/EPTV)

Via G1

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