25/04/2016 10h15 - Atualizado em 25/04/2016 13h27

SPFW começou neste domingo com profusão de novos nomes

São Paulo Fashion Week começou neste domingo (24), na Bienal do Ibirapuera

SPFW começou neste domingo com profusão de novos nomes
Bruno Santos/Folhapress/ O estilista Fause Haten, é retratado no SESC Ipiranga, local que abrirá a SPFW.
Créditos: Matéria Terra

Em meio a uma crise econômica que deteriorou a programação de desfiles, a São Paulo Fashion Week começou neste domingo (24), na Bienal do Ibirapuera, com desfalques relevantes das grifes Animale, Cavalera e Colcci, mas robusta em novos nomes.

Das 39 marcas que subirão à passarela, sete estreiam na semana de moda paulistana. Entre elas, a marca homônima do estilista Amir Slama (ex-Rosa Chá), a de roupas masculinas Murilo Lomas e a À La Garçonne, do empresário Fabio Souza, que tem estilo capitaneado por Alexandre Herchcovitch, hoje fora do comando da grife que leva seu nome.

Até a sexta-feira (29), as etiquetas do calendário de desfiles apresentarão propostas de verão 2017. Essa denominação de estações, porém, não faz mais parte do evento.

A semana de moda começa nesta 41ª edição a mudar de formato e datas. Além do fim das temporadas identificadas pelo clima, no próximo ano os desfiles voltarão a acontecer em fevereiro e julho, como há três anos, e não mais em abril e novembro.

A mudança de formato tem a ver com o modelo "see now, buy now" que será adotado pela SPFW nas próximas temporadas. Conceito importado de algumas grifes da semana de moda Nova York, que ainda não decidiu se adere ou não ao movimento, o "compre agora, veja agora" consiste na antecipação do lançamento das roupas no varejo.

Logo após o desfile, as peças estariam à venda nas lojas, e não mais após seis meses. Esse formato, segundo os empresários, não deixaria as roupas "envelhecerem" na cabeça dos clientes, que, em tese, querem comprar logo o que é desfilado.

Abraçado tanto pela organização quanto por boa parte das grifes do calendário, o modelo de negócio divide opiniões, pois mexeria em toda a cadeia de moda. Apesar da recomendação, nenhuma grife é obrigada a aderir.

"A melhor resposta do mercado será a adoção de modelos híbridos em que cada marca toma a decisão do que for melhor para seu negócio", disse Paulo Borges, fundador e diretor criativo da SPFW, em entrevista recente à Folha.

FORA DA MODA

A decisão do estilista Fause Haten, 47, que abrirá a temporada às 19h30 do domingo (24) com uma apresentação no Parque da Independência, zona sul de São Paulo, chocou o mundinho fashion: largar tudo e virar artista.

Apesar de ainda atender clientes dispostas a pagar uns milhares de reais por seus vestidos suntuosos cortados sob medida, Haten está mais interessado em misturar sua experiência como estilista com a veia de ator e dramaturgo.

Na apresentação deste domingo, bonecas serão vestidas com roupas tecidas nas últimas semanas e ao vivo, dentro do projeto Fora de Moda, série de instalações, mostras e cursos de moda em cartaz no Sesc Ipiranga até outubro.

Os traços da alemã Marlene Dietrich (1901-1992) estamparão os manequins do "desfile", que serão manipulados ao vivo na performance intitulada "Lili Marlene - Um Risco".

"Estou numa fase em que quero ser quase uma costureirinha de bairro. Minha estrutura é menor e, do jeito que as coisas vão na moda, com tanta cobrança comercial, não estaria feliz trabalhando só com roupas, diz Haten. 

 

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